“Comecei a desenhar peças únicas como uma necessidade de expressar uma idéia sobre a estética”. Depois de trabalhar as linhas típicas dos desenhos em prata argentina e havendo estudado alguns estilos e regionalismos, me senti atraído a elaborar uma artesania que expresse uma síntese argentina.
Talvez buscando refletir o interior de nossa terra e seus homens. Sóbrios, sem excessivos luxos, porém com uma personalidade definida.
Ainda que buscasse com quem aprender este oficio, por varias razões terminei aprendendo sozinho e longe das grandes cidades. Tudo isso faz do meu trabalho uma expressão muito pessoal.
Gosto muito dos contrastes e das texturas, o que se reflete em minhas peças onde combino prata com madeira, chifres (aspa) ou couro, ou ainda na mesma peça terminadas com detalhes em cinzel.
Este gosto ou esta preferência, creio que vem dos anos que vivi no campo. Com o tempo descobri que singular é o trabalho de um prateiro neste país, desde que Frey Martín Del Barco Centenera nos batizou “Argentina”, região da prata. Nasce uma historia que de mãos dadas com este nobre metal, se transforma em uma antiga testemunha.
Quando era criança andava bisbilhotando os objetos e as obras de arte do meu pai, um amateur colecionador de antiguidades.
Será por isso que quando descobri este oficio o abracei como a um velho amigo.
Atraído pela natureza, estudei Biologia, porém troquei pelo desenho e me dediquei totalmente a desenhar flores e caules, e agora também neste branco metal.
Depois de algumas viagens pela Patagônia nos radicamos com minha esposa e sete filhos em San Martín de los Andes, onde me dedico na maior parte do tempo a fazer peças por encomenda.